quinta-feira, 22 de setembro de 2011

trip #1

O meu corpo é enorme
Num enorme tudo,
Nesse enorme tudo.
Em que o enorme não é nada -
O meu corpo é pó,
É areia, é água -
Barro moldado e soprado
Até à vida,
Vida negra, um fumo...
Preto.
Absorvido pelo enorme tudo,
Que não chega a nada,
Desfeito em som.
Som dissonante aos vossos ouvidos,
Obra-prima dos meus e
Para os meus.
Que música bela,
Que música tão bela...
Melodia viajante da mente,
Da minha mente.

Sem comentários:

Enviar um comentário